segunda-feira, 12 de abril de 2010

velharia

Como a gente sabe se o cara é o cara, se é ele que você deveria ter investido, se poderia dar certo? Deveríamos ter um botãozinho como os dos perus de natal... ele surge e o vermelhinho “Tum” .. rápido, simples e fácil. Acabaria com muitas frustrações, decepções, erros.
Confiar em friozinho na barriga não dá mais.. até pq friozinho na barriga dá pra sentir de muitas formas, diga-se de passagem. E quando se procura muito por aí, haaaja friozinho!
Bom, a questão é: eu não ando procurando, mas achei que tivesse encontrado mas como tudo ficou muito difícil, optei pelo desapego e cai na gandaia, mas confesso que de vez em quando me pergunto..” e se tivesse dado certo?” Coisa de mulherzinha ficar nesses “ e se?” eu sei.. mas eu sou mulher, uai, fazer o que? De vez em quando tenho dessas também.
O causo é que tudo começou com uma pegação que se estendeu por meses e meses, até que eu percebi que eu tinha muitas características de um peru de natal. O cara só vinha em datas festivas ou em eventos em que se reuniam muitas pessoas... raras as vezes ele e o peru.. eu até gostava, acreditava no auê festivo dos finais de semana sem compromisso.
Meses e meses se passaram..Até que “Tum” eu descobri que eu tinha um botão vermelho!
Tava tão bom até aí, eu pegava, ele pegava, a gente se pegava e tudo corria como deveria. Mas como , pra variar, alguém tem que fazer terremoto no war e esse alguém fui eu...
Tentei levar as coisas normalmente, já sabendo que ele não se apegaria, que eu era a única apegada na história e que não estava sendo enganada por ninguém, mas não deu. Porque mulher se afunda tanto quando ta apaixonada?
A minha grande inquietação era sobre o que fazer com tudo aquilo que eu sentia, eu deveria guardar pra mim e esperar passar? Porque sempre passa e depois a gente fica morrendo de vergonha de ter feito tudo aquilo.
Talvez eu devesse ter dito, mas quem quer ouvir gente apaixonada quando não está nem aí? Ngm merece.. “ ahh se vc quisesse ficar comigo” Muito coisa de mal comida.
O resultado foi como todos os outros: continuei quieta com meu botão vermelho mas o cobri com um belo vestido pirigueti, como classificariam as minhas amigas, e fui pra balada.
Nada como uma balada bem sucedida para te levantar a moral.. nunca é com quem a gente quer, mas no momento resolve.
E se tivesse dado certo? Não deu...e eu já desisti de me perguntar.

quarta-feira, 31 de março de 2010

E chegou a primavera!!

Graças a Deus os sol saiu! Que dia feliz acordar e almoçar na sacada, comer pizza de shortinho tomando sol.

Eu não sabia o quanto iria sentir falta das coisas, dos detalhes do dia a dia. Não sabia o quanto o sol era importante para o bom humor das pessoas. De repente Milao ficou com as ruas cheias, o centro que já era cheio de turistas estava transbordando nesse domingo!

Acordamos morrendo após uma tequilada armadila que começou na casa de uns amigos e terminou na rua, em copos plásticos, com batatinha de 1,32 o Kg. Pobreza total mas foi uma delicia. Delicia maior foi acordar e ir pro parque curar a ressaca. Ninguém estava 100% mas o bom humor era geral. Sentamos na meia sombra de uma árvore, eu tirei meu tênis e pisei na grama! Que sensação boa que eu tinha ate esquecido como era.

Ficamos ali, a tarde toda. Todos contando historias, mentiras e fofocas.

Delicia de dia.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ahhh Paris!


Tudo começou numa quarta feira de madrugada- sai de casa ás 4h e fui pegar meu ônibus para Bergamo- aeroporto ryanair Milao- começou a minha saga em busca da cidade perfeita. Algumas muitas horas depois, eu ouvi meu primeiro Bounjour, mademoiselle! Foi lindo, me senti uma princesa hahaha.

Consegui achar o meu hostel depois de um velhinho me ensinar gentilmente como se achar no metro de Paris, chegou do nada, perguntou se eu falava inglês e me ajudou com as poucas palavras que ele sabia. Boa impressão dos parisienses!

Holstel purgueiro.. fui passeiar. Peguei um trem e fui para Poissy ver a Villa Savoye do Le Corbusier. Cheguei tipo numa vila, que obviamente as pessoas não falavam inglês... depois de mtas indicações erradas- uí uí uí( Frances falando) eu segui um japa que tb não falava inglês e tinha um mapa escrito em Japones.Consegui chegar! Ela é linda, conservada e cheeeia de arquitetos enlouquecidos. Fiquei la um pouco tirando 383 fotos e aproveitando o Le.Depois fui me aventurar na La defense e seu arco. Imenso, branco e de frente para o Arco do triunfo mesmo. Adorei o passeio, andei muito. A noite encontrei amigos de um amigo de Milao que mesmo sem saber a minha cara, foram me encontrar e me levaram para uma rua de bares pq afinal, era 17 de março, St Patricks Day! Foi divertido, conheci a vida universitária de Paris.

Dia seguinte, já cansada, fui para Versalles ver queléqueera a do palácio.Uma multidão de fila me aguardava.. maaas como eu sou aspirante a arquiteta, eu não paguei e nem peguei fila! Adoro o respeito aos arquitetos na Europa! O palácio não tem nada de mais pra quem já viu algum outro palácio real, a coisa legal é pensar o qto megalomaníaco ele é, enooorme, com mil quartos, mil salas, uma riqueza só e NENHUM banheiro. Affff.Andei um pouco e fui logo para o Jardim. Esse sim dá gosto de olhar, sentar, admirar. É idêntico aos filmes! Inspirador.

Andei um pouco, estava sol, calorzinho. Comi meu lanchinho olhando a imensidão dos canais, das arvorezinhas com formatos estranhos, sujei minha bota com aquela areia impregnante.

Logo em seguida fui ver o famoso Louvre e suas pirâmides. Na verdade não me impressionei muito com elas, a idéia de que alguém escavou tudo aquilo me intriga muito mais. Olhar de frente para o arco, ver a praça imensa, com as pessoas tomando sol que nem lagrtichas em todos os cantinhos foi mais legal. Entrei, não paguei( de novo), andei um tanto bom, vi a Mona, o cupido, uma ou outra obra- estava consada já de ver obras-depois de Itália da uma bela desenimada. Tudo está la. Os franceses pegaram tudo de mais importante dos outros países e colocaram num lugar so- na cidade deles.

Andei ate o arco, me arrastei pelas ruas, fui ate a torre pelas ruazinhas que a Ju me falou, achei linda mas me decepcionei com a praça da frente. Não sei se era pq era inverno mas achei bem feia, mal cuidada, sem pavimentação. Precisa de uma reforminha. Turistas por toda parte, fotos e mais fotos, chaveiros aos montes.

Dia seguinte, já com bolhas nos pés pq a minha bota deu game over- fui andar mais um pouco- Notre Dame, Pompidou, bairro latino... e , finalmente : Emilia!!! Como foi bom encontrar a sorella, deus do céu!Falamos sem parar, comemos descentemente e no sábado de manha ela fez reuniões-mto chique- e eu fui dar uma passeada.

Dias de gloria em Paris, todo o perrengue passou e eu fui aproveitar a cidade de verdade. Comemos em lugares bons, franceses e acolhedores. Tomamos cafés, experimentei crepe, queijos. Andamos muito, conversamos demais, brigamos, emprestamos roupas, fomos no Moullin Rouge! Lindo de morrer! São as putas mais finas do mundo! É igualzinho nos filmes, com aquela produção toda, peitos de fora, plumas, luzes, palco que sobe e desce. Adorei, mais um sonho realizado.

A viagem foi perfeita, a cidade é quase tudo o que eu esperava- faltou um pouco do romantismo dos filmes-quem sabe se eu um dia eu voltar apaixonada td mude. Andar a beira do Sena é encantador. Tudo funciona, os franceses são tão finos que parecem varias bolhas nas ruas, pode estar a confusão que estiver, eles não se encostam, ngm invede o espaço do outro. Foram os menores bancos de metro que eu eu já vi e eles não se incomodam, não se tocam. Uma fineza só. A língua é maravilhosa e não se entende um cazzo mesmo. Eles não gostam de falar inglês.

Tudo o que se come é bom, bem servido e não é caro. A cidade é muito cara, mas se come bem e por tudo o que ela é, deveria até ser mais.

Voltei apaixonada, com mais um sonho realizado, feliz em ter encontrado a minha querida que tanto me faz falta.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Será que o tempo apaga o que foi dito e o que não foi?
Será que tudo mostra, nosso caminho, mas se nao for...
A gente segue em frente, e o mundo olha por nós
Talvez não seja assim tão facil
T alvez assim seja melhor
Talvez cada um reme um pra um lado
Mas os mares que te cercam
Talvez sejam iguais aos meus.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Tudo sempre pode ser diferente.

Outro dia estava aqui pensando na vida, lembrando do valribeira, da academia, da Maria Tereza, dos rodeios, da loucura que eu deixava a minha casa em cada evento. Podia ser festa a fantasia, desfile, apresentação, qualquer coisa me fazia ficar ansiosa e deixar todos em casa enlouquecidos com a minha insistência no assunto.

Pensando em tudo eu vejo que eu sempre fui artista, não de verdade mas eu sempre tive alma. Desde pequena o que me encanta é chamar atenção, o que me inspira é o sentimento de ”estar chegando”, de querer treinar para fazer perfeito, de imaginar as pessoas sentadas me olhando, de sentir frio na barriga em ouvir a platéia aplaudindo a 1 aprensetação e pensar que eu sou a próxima.

Amo o arrepio na espinha que dá quando as cortinas se abrem e você sente todos te olhando, a musica tão alta que entra no corpo, tudo roda, a gente tem que se concentrar, lembrar, fazer, sorrir. Que delicia que é.

E pensar que eu passei 10 anos da minha vida fazendo isso, mesmo la no cantinho do vale do ribeira, que não tem o mesmo glamour de um teatro municipal mas o sentimento é sempre o mesmo. Isso é universal.

Pensar que com 16 anos eu pensei em fazer educação física em Campinas só para entrar para a Ballet e Cia e dançar com Sandy e Junior. Hoje eu dou risada disso mas como era bom esse sonho, ele é bom até hoje quando eu lembro dele. Quando vejo filmes no youtube deles pequenininhos( no caso do meu tamanho na época) e eu vejo que eu ainda sei as coreografias, me da uma vontade de dançar, de voltar no tempo.

Aquele sonho era tão bom, eu não dormia, eu pesquisava, eu gravava programas, treinava, dançava horas na frente da televisão, sonhava, sonhava.
Não me lembro quando foi que eu desisti desse sonho, ou se apenas mudei de idéia... Minha vida mudou tanto, de repente eu sou quase arquiteta, a Sandy está casada, o Junior tem que ficar provando que não é gay. O que aconteceu?

Eu gosto muito da vida que eu escolhi mas eu digo isso tendo certeza absoluta de que nada nesse mundo vai me inspirar mais, vai me fazer mais falta do que dançar. Nem mesmo os próximos 50 anos poderão ser melhores que aqueles que eu vivi dançando. Mesmo que tenha sido assim, só em apresentações pequenas para pais e mães, concursos regionais, digo, nada muito profissional mas não menos importante, não menos feliz.

Nada vai me tocar tão fundo quanto tudo aquilo, quanto ouvir madona e lembrar da coreografia da Te que eu aprendi quando tinha 12 anos, de lembrar de todas as viagens com Tio Fabio e Tia Marili, de lembrar do dia que eu fiz 3 piruetas, da dor que eu sentia quando chegava em casa depois de horas de ensaio, de ouvir a musiquinha de abertura de Joinville.

Não tenho nem 25 anos e sinto que a vida já deu algumas voltas mas algumas coisas nunca mudam, meus mestres continuam sendo tio Fabio, tia Marili e Maria Tereza, eu continuo ouvindo Sandy e Junior, meu passatempo ainda é dançar na sala, continuo indo para Paranavaí so para pode dançar 1 semaninha com a Te, minha parada principal em Registro ainda é a Developpe, ainda me emociono em filmes de dança.

Alguns nascem com os pés de bailarinos. Eu nasci com o coração.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Sabado brasileiro


Fazia tempo que eu não acordava com tanta vontade de acordar. Mesmo depois de uma noite de balada, muito boa por sinal, mesmo depois de ter apanhado na balada- sim, eu levei um sopapo daqueles de voar no meio de uma briga que não era minha e nem de ninguém conhecido-assim, por azar mesmo.

Mas mesmo com td isso eu acordei toda toda!

O grande motivo do dia: uma super feijoada na casa do Juca- o brazuca cozinheiro, meu amigo.

Acordei e fui logo para o famoso 33 da gaus. Chegando la aquela visão de Deus: farofa, vinagrete, arroz, feijão e cerveja!

Ficamos por la ate as 21h, comemos, repetimos , ouvimos samba, mais comida, sobremesa, mais samba, mais cerveja, mais conversa, mais português!

Que coisa boa! Nada como 5 meses sem feijão pra fazer dar valor áquele almocinho de todo dia. Foi muito bom, matei a saudade da terrinha, que estava me matando realmente.

Essas semanas sem viagem foram um pouco chatas/tensas, muito trabalho, prova. De vez em quando eu até fazia um exercício de felicidade... ao acordar com vozes na sala eu continuava com os olhos fechados e imaginava que era a minha mãe e o Chico falando qualquer coisa sobre o almoço, a Emilia reclamando de algo. Eram 5 minutinhos que mudavam o meu dia.

Tudo bem que depois que eu acordava e caia na real, eu ouvia 2 italianas estudando qualquer coisa sobre biologia veterinária. Elas estudam 5 dias seguidos antes das provas- sem parar para nada alem de comer e tomar banho.Credo.

Feijãozinho querido que me fez lembrar de casa, o porque ,pra que e o que eu estou fazendo aqui.

Viajar é bom, mas voltar pra casa deve ser muito melhor.... mas jaja, não agora.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ahh o desapego

Ser forte o tempo todo cansa. Cansa sorrir, cansa falar que esta tudo bem, mesmo que esteja. De vez em quando eu quero colo, mas meu colo de sempre.

Por mais que as coisas agora pareçam realmente verdadeiras ainda não é profundo, não por inteiro.
Onde eu queria que fosse de repente desapareceu. Quando tudo parecia de verdade, que era ali, que era seguro, que seria sempre assim... acabou.
Uns vão embora, outros se preparam... outros que ficam se tornam distantes.

Não pensei em estender a vibe desapego para o assunto amigos, sempre fui ensinada a nunca esperar nada de ninguém, a fazer as coisas simplesmente por que queria...
Mas pra quem ligar, pra quem pedir colo, pra quem dar uma choramingada, pra quem reclamar da vida mesmo que só de chatice?

Desapego, desapego, desapego..cansa.
Cansei, gripei, desanimei.

Aniversário da mamãe, todos na praia, calorzão.. me deu uma bela saudade da familia, de comer a caldeirada do Chico, de dormir na rede enquanto mamãe lê no colchão, de pescar de madrugada de comer siri no balcão, de sujar a casa de areia, de tomar sorvete por 2h, de comprar brincos praianos na feirinha.

Pronto, passou, já reclamei da vida, vou terminar meus trabalhos...e sair, tomar neve no rosto porque foi isso que eu sempre quis.